sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Desinformação leva a autodiagnóstico fictício sobre transtornos mentais

Por Joel Rennó Jr.

Confesso que sempre tive a intenção de divulgar conhecimentos médicos da área de psiquiatria de uma forma clara, honesta e objetiva, a fim de ajudar na luta de pacientes e familiares contra o estigmas e sofrimentos pertinentes a essa importante área da medicina: alvo ainda de muita desinformação e preconceitos.
Porém, toda informação da área precisa ser filtrada de forma cuidadosa e respeitosa. Noto que, apesar do discurso social, alguns profissionais só estão interessados em vender livros e angariar recursos financeiros com palestras. O livro, em teoria, é bom, mas...na hora da prática clínica a conversa é outra.
Dentro da imprensa também observo determinados sensacionalismos desnecessários e até cruéis envolvendo a saúde mental. Não quero generalizar jamais; até porque há exceções honrosas, mas que vista a carapuça quem quiser.
Observo alguns profissionais, autores de livros de autoajuda ou do gênero de não ficcção, que parecem estar interessados apenas nos lucros auferidos por royalties, perante editoras cada vez mais ambiciosas e comerciais. Digo isso porque eu e muitos colegas do meio acadêmico recebemos, continuamente, inúmeros pacientes desesperados que chegam angustiados aos nossos consultórios e hospitais com diagnósticos fictícios de TDAH ( Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade), conhecido também como DDA, TBH ( Transtorno Bipolar de Humor), TP (Transtorno de Personalidade), entre outros. De repente, todo mundo de perto tem algum transtorno mental. Será verdade?
O autodiagnóstico é inconcebível em psiquiatria, geralmente resulta em erros e consequências graves. Julgar, de fora, se uma pessoa é psicopata ou bipolar também é uma tarefa árdua e complexa. Pessoas normais podem ser excluídas socialmente, por rótulos atribuídos por leigos ou julgamentos precipitados. Só o médico psiquiatra preparado, através de uma rigorosa anamnese psiquiátrica e exame psíquico, está habilitado para fazer corretamente um diagnóstico psiquiátrico apurado.
(...) A psiquiatria é uma ciência complexa que não permite posturas simplistas e superficiais.

4 comentários:

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  3. Muitas pessoas são ignorantes, em relação a diagnósticos, acreditando no que o primeiro médico diz, sem nem ao menos procurar uma segunda opinião. Esses diagnósticos errados tratados com remédios errados, podem sim trazer outros tipos de doenças em uma pessoa que era saudável.

    Natalia Duarte
    4ºB - Pedagogia Noturno

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  4. Os pais tem que estar cada vez mais atentos aos médicos que dão esse diagnóstico. Como dito no comentário anterior, o ideal seria sempre procurar uma segunda opinião.

    Maria Adriana
    4º B pedagogia noturno

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